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PT é a empresa portuguesa mais familiarmente responsável
sexta-feira, 15 de Abril de 2005

A Portugal Telecom foi a grande vencedora do prémio "Empresa Mais Familiarmente Responsável". Um prémio que representa o reconhecimento dos colaboradores como o activo mais valioso.

A AESE, Escola de Direcção e Negócios, recebeu ontem algumas das mais importantes Empresas do país para um evento inovador em Portugal, a entrega do prémio Empresa Mais Familiarmente Responsável.
O objectivo deste prémio, promovido pela AESE em conjunto com a Deloitte, é reconhecer e distinguir as empresas que gerem internamente uma melhor politica de responsabilidade social, protegendo os seus colaboradores bem como as suas famílias.

A Portugal Telecom foi a grande vencedora no escalão das grandes empresas, tendo-se destacado com as suas iniciativas de atribuição de bolsas de estudo aos filhos dos colaboradores, uma iniciativa que todos elogiaram.
Coube a Luís Moura, Director de Activos Humanos do Grupo Portugal Telecom receber o prémio da "Empresa Mais Familiarmente Responsável". Segundo este responsável, "é um enorme orgulho para a PT receber este prémio e tudo fará para que de futuro continue a ter um bom papel de responsabilidade social”.

Raúl Diniz, da AESE, falou sobre os vários temas que este prémio concerne. “É impossível ter um bom mercado sem os valores éticos essenciais”, afirma. Assim, uma das frases chaves do evento foi “As organizações devem fazer o que está certo e não o que é fácil”.

Numa empresa que se quer grande a todos os níveis torna-se cada vez mais imprescindível haver politicas sociais de conciliação entre trabalho e família, para tal, não é necessário trabalhar mais tempo mas sim mais inteligentemente.
Luís Magalhães, da Deloitte, também esteve presente e não quis deixar de elogiar as empresas participantes uma vez que se expuseram sem medo.  O convite inicial foi feito a 900 empresas, no final contabilizaram-se apenas 6%, ou seja 54 empresas, entre elas surgem nomes como OPCA, TAP, Páginas Amarelas, HP, IBM e CTT, entre outros.

O estudo foi dirigido por Fátima Carioca, da AESE, e envolveu assuntos como as mulheres no trabalho, horários, modalidade de licença, modalidades de trabalho à distância, serviços relativos ao atendimento de filhos pequenos e idosos, serviços familiares, serviços de apoio e muitos outros factores de responsabilidade social dentro de uma empresa.

Contou-se ainda com a presença de Maria Núria Chinchilla, da IESE, autora de vários livros sobre este tema. Para esta catedrática um dos problemas principais é o tempo em excesso passado dentro da empresa, algo que é da responsabilidade da própria empresa mas que passa também pelos seus colaboradores. “Temos especial tendência a fazer aquilo a que chamo um horário religioso. Entramos quando Deus manda e só saímos quando Deus quer”, afirma.

Segundo a catedrática espanhola, tal facto não é sinónimo de maior produtividade, pelo contrário. Além disso, os maiores prejudicados acabam sempre por ser a família.
A IBM Portuguesa foi vencedora no escalão das médias empresas e houve ainda uma menção honrosa para a Têxtil Nortenha, sobretudo pela forma como se esforça por proteger os seus colaboradores numa altura de enorme crise para o sector.

Como afirmou Raul Diniz, da AESE, citando Fernando Pessoa: “agora é igualmente importante que não desistam da obra começada”.

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