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Portugal Telecom e Governo juntos na promoção da valorização profissional
segunda-feira, 26 de Setembro de 2005
A Portugal Telecom, o Ministério da Educação e o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social uniram-se em torno da iniciativa Novas Oportunidades. Os objectivos são promover a qualificação e o talento como forma de promover o crescimento económico, o emprego e a coesão social A qualificação constitui um factor chave para mais crescimento económico, mais emprego e mais coesão social. Foi neste contexto que a Portugal Telecom, o Ministério da Educação e o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social assinaram um acordo para a criação de um Centro de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competência no âmbito da iniciativa Novas Oportunidades.
O objectivo é promover a certificação das competências adquiridas pelos colaboradores no âmbito da formação realizada no Grupo PT. De forma complementar, será assegurado um esforço de formação adicional, orientado pelo objectivo de possibilitar a certificação de competências escolares e profissionais. Cerca de 500 colaboradores serão abrangidos no primeiro ano por este programa.

  
 

Para Miguel Horta e Costa, Presidente Executivo do Grupo PT, talento seria a expressão que sintetizaria esta iniciativa. “Todas as pessoas são dotadas de talento. É importante descobri-lo e cultivá-lo, sobretudo num tempo em que a vantagem competitiva de empresas e países está precisamente nessa capacidade de gerar, gerir e desenvolver novos talentos.
Este foi de resto um desafio que a Portugal Telecom encarou com grande seriedade nas suas diversas vertentes. “Ao definirmos como meta sermos a melhor empresa para se trabalhar, elevámos a nossa própria fasquia de gestão de activos humanos e procurámos, mediante a análise das melhores práticas mundiais, encontrar um modelo que desse resposta às nossas preocupações e objectivos”.
As referências fundamentais na gestão do Grupo PT passaram, desta forma, a estar sintetizadas em cinco vectores: Ambição; Exigência; Crescimento; Liderança e Talento, olhados de uma forma conjunta e na perspectiva de um modelo que pudesse gerar sinergias e desenvolvimento humano e empresarial. Um modelo de Gestão Estratégica de Activos Humanos único para o Grupo, totalmente informatizado e apoiado em benchmark internacional.
Como exemplo de iniciativas estratégicas da Portugal Telecom, é de referir o sistema de créditos de formação, em vias de se institucionalizar, vai permitir que em 2007 se fixe como objectivo as 40 horas de formação por colaborador. O Presidente Executivo destacou também a importância da Universidade Virtual PT que tem permitido desenvolver de uma forma contínua as competências específicas dos negócios bem com as estratégicas e de gestão.
Porque a boa qualidade de vida envolve não somente os colaboradores, mas também a família, e em particular os filhos, são também de destacar o programa de bolsas de estudo e a atribuição de computadores às famílias com menores rendimentos. Um esforço reconhecido em 2005 com a eleição da PT como a empresa mais familiarmente responsável.
Miguel Horta e Costa entende a iniciativa Novas Oportunidades como uma ferramenta crítica quer para a melhoria global da performance da empresa, quer para os níveis motivacionais e de empregabilidade dos colaboradores que vierem a ser abrangidos. “O Governo Português tem na Portugal Telecom um parceiro não só empenhado, mas absolutamente convicto que este é o caminho certo a trilhar” destaca.


2,5 milhões de activos não completaram escolaridade obrigatória
De acordo com Maria de Lurdes Rodrigues, Ministra da Educação, esta iniciativa visa encarar e propor soluções para dois graves problemas. Em primeiro lugar o atraso histórico na qualificação dos adultos, dada a falta de oportunidades no acesso à formação. Daqui resulta que metade da população activa (aquela que tem capacidade para exercer uma actividade remunerada) tem menos que o 9º ano de escolaridade. São cerca de 2,5 milhões de activos aqueles que não completaram a actual escolaridade obrigatória.
Em segundo lugar surgem os jovens que, tendo tido oportunidades para completar a sua qualificação acabaram por abandonar a escola. Mais de 400 mil jovens com menos de 24 anos não concluíram o ensino secundário.
Estes números assumem uma particular relevância quando tomamos consciência que baixas qualificações implicam baixos salários e maior risco de desemprego. Segundo Maria João Rodrigues “os números são impressionantes sobretudo quando se trata da geração dos nossos filhos, que nasceu depois do 25 de Abril e que tiveram todas as oportunidades. O país não desiste dos seus recursos humanos nem do combate à desigualdade social por isso aposta na diversificação das ofertas formativas”.


“A qualificação profissional é um assunto que a Portugal Telecom leva a sério”, José Sócrates

José Sócrates iniciou a sua intervenção com uma alusão aos vários pensadores que classificam o mundo actual como um “mundo pós”. Um mundo pós democrático, um mundo pós industrial. Mas segundo as palavras do Primeiro-ministro “um mundo pós significa que os modelos actualmente em vigor na nossa sociedade estão em crise. O mundo mudou e vigora a incerteza e a indefinição”. Por estas razões José Sócrates mostra-se convicto que “o conhecimento é uma variável crítica para o sucesso e riqueza das nações” e recorda o facto de apenas 20% da população adulta ter completado o ensino secundário, um valor que compara desfavoravelmente com os rácios apresentados pelos parceiros do norte e até mesmo do leste da Europa. “Este é um número para o qual temos de olhar repetidas vezes. Estes 20% comprometem o crescimento económico de uma forma sustentada a médio prazo, comprometem o combate à taxa de desemprego e a possibilidade de melhorar os salários. Nos próximos anos, Portugal tem de vencer a batalha das qualificações”, sublinha.
Esta iniciativa pretende dar uma nova oportunidade àqueles que estão a trabalhar e que desejem ir mais além. Sócrates realça que o protocolo agora assinado é um sinal de que “este é um assunto que a Portugal Telecom leva a sério” e apela a todas as empresas que se envolvam neste programa. Tudo em nome de um futuro mais seguro.

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