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Resultados líquidos de 2004 sobem 108,2%
segunda-feira, 7 de Março de 2005

Os resultados líquidos da PT no exercício de 2004, ascenderam a 500 milhões de euros, uma subida de 108,2%. De destacar o forte crescimento em todos os negócios, com destaque para a Banda Larga, que registou um crescimento da base de clientes na ordem dos 77,7% face a 2003. O total de clientes do Grupo PT ascendia em Dezembro de 2004, a praticamente 38 milhões de clientes.

A PT encerrou o ano de 2004 com um resultado líquido de 500 milhões de euros (ME). Excluindo os custos com o programa de redução de efectivos, o resultado líquido teria aumentado para 624 milhões de euros. A subida de 108,2% nos resultados líquidos relativamente a 2003 deve-se sobretudo ao forte desempenho operacional e financeiro registado pelo Grupo no ano passado. "2004 foi mais um ano de forte crescimento em termos de clientes. Em todos os negócios registou-se um apreciável aumento, com especial destaque para a Banda Larga, o móvel e a TV por subscrição.
No final de 2004, já contávamos com quase 38 milhões de clientes", sublinhou Miguel Horta e Costa, presidente executivo do Grupo PT na conferência de imprensa de apresentação dos resultados de 2004. 

Os proveitos operacionais da PT no final de 2004 foram de 6.023milhões de euros, um aumento de 4,3% relativamente a 2003. O resultado operacional aumentou 4,2% para 1.369 milhões de euros, o que equivale a uma margem operacional de 22,7%. O EBITDA (resultados antes de juros, impostos e amortizações) aumentou 2,6% relativamente a 2003, para 2,326 milhões de euros.
A redução da dívida líquida manteve-se ao longo de 2004, com uma redução de 93 milhões de euros face a 2003 (menos 2,9%). No final do ano, o montante da dívida correspondia a 3.123 milhões de euros, incluindo o investimento na aquisição de acções próprias no montante de 495 milhões de euros.

Em Portugal, as receitas de retalho (rede fixa, TV por subscrição e banda larga) registaram um aumento de 2,0% para 1.838 milhões de euros em 2004, reflectindo o forte crescimento das receitas de TV por subscrição e de banda larga, que mais do que compensaram a diminuição das receitas de tráfego na rede fixa. Miguel Horta e Costa não deixou de referir que "para 2005 a banda larga vai continuar a ser uma clara aposta, tal como os planos de preços (rede fixa), que já atingiram praticamente 1 milhão."

Relativamente ao negócio multimédia, o presidente executivo do Grupo PT não deixou de sublinhar o forte crescimento em termos de receitas e EBITDA, "suportado no excelente desempenho do negócio de TV por subscrição". Refira-se que o EBITDA da PT Multimedia, cresceu mais de 40% em 2004, atingindo um total de 192 milhões de euros.

No negócio móvel, a TMN no mercado nacional atingiu os 5 milhões de clientes, "uma consolidação clara da nossa posição de liderança no mercado", afirmou Horta e Costa aos jornalistas, reforçando "o enfoque da TMN na fidelização e segmentação dos clientes, tendo como objectivo principal o aumento do valor da base de clientes actual."Isto tendo em conta o elevado nível de penetração móvel e a consequente limitação em termos do crescimento do mercado em número de subscritores.

Relativamente ao mercado brasileiro, a VIVO cresceu praticamente 30% na base de clientes, com 26,5 milhões de clientes no final de 2004. Segundo Miguel Horta e Costa, que salientou o "crescimento explosivo" da base de clientes da VIVO,  "2005 será mais uma ano de elevado crescimento". Registe-se que a quota de mercado global da VIVO é de 41%, o dobro do seu concorrente mais próximo, a operadora "Claro".

Nas conclusões, Horta e Costa, destacou o forte desempenho operacional e financeiro do Grupo PT em 2004, o investimento no crescimento do negócio doméstico e do móvel no Brasil, a manutenção do esforço de racionalização de custos com vista a uma melhor eficiência operacional nos vários negócios e por fim, a continuação de uma política de remuneração accionista atractiva. Relativamente à remuneração accionista, Horta e Costa classificou 2004, como "um excelente ano". De acordo com o presidente executivo, "o total shareholder return, que reflecte a evolução da cotação durante o ano acrescida dos dividendos pagos, atingiu 16,8% em 2004. Claramente acima dos 14,7% registados pelo sector de telecomunicações europeu", sublinhou.

Base de Clientes 
Os acessos de rede fixa aumentaram 3,4% em 2004 para 4.368 mil, em resultado de um forte crescimento do ADSL.

No negócio móvel, devido ao elevado crescimento no mercado brasileiro, em 2004 o número de clientes aumentou em 6.054 mil para 31.596 mil.

Na TV por subscrição o número total de clientes adicionados em 2004 na rede cabo e por satélite, foi de 111 mil, situando-se o número total nos 1.553 mil.

Na banda larga de retalho (ADSL e Cabo) o aumento foi de 77,7% face a 2003, situando-se a base de clientes nos 695 mil clientes no final de 2004. O número de clientes adicionados em 2004 foi de 304 mil. 

Negócio de rede fixa
Os proveitos operacionais na rede fixa corresponderam a 2.266,3 milhões de euros em 2004, o que reflecte um decréscimo de 0,9% face a 2003. O número total de acessos aumentou 3,4% para 4.368 mil em 2004, em resultado do forte crescimento do ADSL. No final do ano, o número de planos de preços na rede fixa ascendia aos 947 mil, o que corresponde a um subida de 148,1% face a 2003. Relativamente ao ARPU total do negócio de rede fixa (receita média por cliente), registou-se um crescimento de 3,9 % no quarto trimestre para 35,0 euros.

Negócio móvel em Portugal - TMN
As receitas de exploração do negócio móvel em Portugal em 2004 ascenderam a 1.588,3 milhões de euros, um aumento de 4,3% face ao ano anterior.
Relativamente à base de clientes da TMN no final de 2004, reflectia um aumento de 3,4% face a 2003, com 5.053 mil clientes activos. No último trimestre do ano foram adicionados 113 mil clientes.

Negócio Móvel no Brasil - VIVO
No final de 2004 as receitas de exploração no negócio móvel no mercado brasileiro, atingiram 1.503 milhões de euros, um aumento de 10,4% face a 2003.
A VIVO registou em 2004 um aumento de 5,9 milhões de clientes. O número total de clientes da VIVO no final do ano correspondia a 26.543 mil clientes activos. A base de clientes correspondia no final do ano a uma quota de mercado média estimada de cerca de 50,9% nas regiões onde a operadora está presente.

Negócio Multimédia - PT Multimedia
No negócio multimédia, as receitas de exploração atingiram em 2004 os 729,8 milhões de euros, o que reflecte um aumento de 6,6% relativamente ao ano de 2003.
A base de clientes de TV por subscrição aumentou 7,7% em 2004, situando-se no final do ano nos 1.553 mil.
No que respeita ao ARPU total (receita média por cliente) na TV por subscrição este aumentou 6,6 % face a 2003, situando-se nos 25,4 euros. Na banda larga por Cabo, o número de clientes atingiu os 315 mil, reflectindo um aumento de 36,9% face ao ano anterior.

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