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Henrique Granadeiro apresenta estratégia de investimento na rede fixa
terça-feira, 18 de Julho de 2006
O Presidente Executivo do Grupo PT, Henrique Granadeiro visitou a Central de Gestão de Redes PTC da Avenida de Madrid. O encontro, que contou com a presença de Rodrigo Costa, Vice-Presidente do Grupo, serviu para apresentar as estratégias de investimento na rede aos jornalistas presentes.

A Central de Gestão de Redes da PT Comunicações da Avenida de Madrid, em Lisboa, recebeu a visita de Henrique Granadeiro. Acompanhado por vários jornalistas, o Presidente Executivo do Grupo PT visitou as instalações, desde a sala de comutação passando pela sala utilizada por outros operadores, até à sala de energias.

Ao mesmo tempo, Alfredo Baptista, Administrador da PT Comunicações explicou a complexidade dos equipamentos que suportam toda a rede fixa da Portugal Telecom. Uma infraestrutura importante detida pela PT, já que é o suporte das redes e serviços prestados por todos os operadores, quer no fixo, no cabo ou no móvel. Por isso, Alfredo Baptista, salientou que a rede da PT é “a mãe de todas as redes”.

    

Os jornalistas ouviram ainda de Alfredo Baptista, que “a PT tem feito um forte investimento em novos equipamentos e infra-estruturas”. Um valor que ascende aos cerca de 600 milhões de euros em três anos. 

Modernizar para dar mais qualidade aos clientes

Depois de conhecer a Central, estava preparada uma apresentação sobre a estratégia de investimento na rede fixa. Uma sessão em que Alfredo Baptista destacou aos jornalistas a importância das centrais da PT. “ Os outros operadores só estão presentes em 191 das 1853 centrais da PT”, referiu. Um facto que permite concluir que a Portugal Telecom garante telecomunicações em todo o país, e não só nas grandes cidades ou no litoral.

Neste sentido, o caso mais recente foi o da colocação da Banda Larga em Canhestros, que custou duas vezes mais do que noutras zonas rurais: por cada cliente, neste tipo de zonas, o investimento ronda os 900 euros. Para Henrique Granadeiro, “só o Grupo PT tem a dimensão necessária para garantir a todos os portugueses o acesso a infra-estruturas que requerem grandes investimentos”.

    

Os investimentos do Grupo PT têm sido significativos no negócio fixo, em particular ao nível das infra-estruturas. “A ideia é modernizar cada vez mais os equipamentos para dar maior qualidade aos nossos clientes”, garantiu Henrique Granadeiro. Ao nível do Grupo PT, o investimento realizado já assegurou uma penetração móvel superior a 100%, Banda Larga nos lares com PC (das mais elevadas do mundo), uma taxa de penetração de serviços por cabo elevada, um débito de referência banda larga de 4MB e uma cobertura Wi-Fi com quase 1000 hotspots PT em todo o país.

Para o futuro, o grande desafio estrutural do sector é o desenvolvimento e massificação de uma infra-estrutura de banda larga de elevado débito com cobertura nacional.  Para isso, “é necessário criar uma rede de fibra óptica no acesso local para dar aos portugueses velocidade de acesso de 100Mb”, referiu Henrique Granadeiro.

No entanto, atingir os 100 Mbps de velocidade em todos os lares portugueses envolve investimentos avultados no desenvolvimento, operação e manutenção de uma rede de fibra óptica no acesso local a nível nacional. Por isso, tal só virá a acontecer “se forem criadas as condições necessárias à geração de retorno sobre esses investimentos”, afirmou Rodrigo Costa. Neste sentido, a desregulamentação a nível europeu do acesso de fibra óptica, como acontece nos Estados Unidos e como poderá a vir a acontecer na Alemanha, é essencial. Como reforçou Henrique Granadeiro, “ deve existir uma liberalização do sector para benefício dos consumidores”.

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