A Portugal Telecom registou no primeiro semestre de 2006 um resultado positivo face ao período transacto de 2005. Além do aumento das receitas operacionais em 2,0% e do aumento do resultado líquido em mais de 40% face a igual período anterior, o EBITDA menos Capex totalizou 734 milhões de euros (ME). A dívida líquida atingiu os 4.338 milhões de euros no final de Junho 2006, enquanto que as responsabilidades não financiadas relativas a benefícios de reforma decresceram para 1.990 milhões de euros.
O EBITDA foi de 1.090 milhões de euros. Uma diminuição de 7,4% face a igual período do ano anterior. Esta redução deve-se principalmente ao impacto negativo da redução das tarifas de interligação na rede fixa e na TMN, da reversão de uma provisão relativa a uma conta a receber da Angola Telecom em 2005, e do reconhecimento em Junho de 2006 de uma provisão na VIVO para fazer face a problemas de facturação relativos à migração dos sistemas para uma plataforma única.
Ao nível da base de clientes, os acessos de rede fixa diminuíram 0,3% no segundo trimestre de 2006 para 4.433 mil, face a igual período do ano anterior, resultado da continuação da perda de linhas. Os clientes do serviço móvel da PT aumentaram 1,0%, para 33.887 mil. Excluindo o impacto do ajustamento da base de dados na VIVO, os clientes móveis teriam aumentado 6,4% neste período. Quanto à TV por subscrição, o número total de clientes totalizou 1.451 mil no segundo trimestre de 2006, equivalente a uma penetração de cerca de 40% dos lares com televisão em Portugal. Os clientes de banda larga de retalho chegaram aos 980 mil, o que equivale a uma taxa de penetração de 21.1% dos acessos de retalho.
No segmento móvel em Portugal, destaque para o segundo trimestre de 2006, onde foram adicionados 44 mil clientes, face a 21 mil no segundo trimestre de 2005. O forte desempenho do segmento empresarial, no qual a TMN está a ganhar quota de mercado, impulsionou o nível de adições liquidas de clientes pós pagos no período, que ascendeu a 31 mil, representando mais de 70% do total de adições liquidas no período. No final de Junho de 2006, a TMN detinha 5.362 mil clientes, um aumento de 5.0% face a igual período do ano anterior. A expansão do 3G continua a motivar um crescimento muito forte, ultrapassando já os 500 mil clientes no final de Junho.
No serviço móvel do Brasil, no final de Junho de 2006, a Vivo detinha 28.525 mil clientes, um aumento de 0,3% face a igual período do ano anterior. No final de Junho de 2006, a quota de mercado da Vivo era de 40,6% nas áreas de operação e de 31,1% em todo o Brasil. No segundo trimestre de 2006, as receitas de dados representaram 7,7% das receitas de serviços, constituindo cerca de 35% geradas por receitas de serviços de dados que não os SMS.
Quanto à Multimedia, o número total de clientes de TV por subscrição atingiu os 1.444 mil no final de Junho de 2006, com 28 mil desligamentos líquidos no segundo trimestre de 2006, principalmente em resultado da conjuntura macroeconómica desfavorável e do aumento da concorrência. No final de Junho de 2006, o número de clientes por cabo e por satélite situou-se em 1.072 mil e 371 mil respectivamente. O ARPU total de TV por subscrição no segundo trimestre de 2006 aumentou 4,1%, para 29,2 euros, reflectindo o sucesso do pacote digital “TV Cabo Funtastic Life”, o qual oferece 65 canais. O número de clientes de banda larga via cabo ascendeu a 344 mil no final de Junho de 2006, um aumento de 3,4%, face a igual período do ano anterior. A taxa de penetração do serviço Internet entre os clientes por cabo atingiu 32,1%, registando um aumento de 1,2pp no segundo trimestre de 2006, face ao mesmo período do ano anterior.
No primeiro semestre de 2006, todos os outros negócios internacionais do grupo registaram um sólido desempenho, tanto ao nível das receitas como ao nível do EBITDA. No primeiro semestre de 2006, as receitas operacionais da Médi Télécom aumentaram 8,2%, face a igual período do ano anterior, para 2.229 milhões de dirham marroquinos, enquanto que o EBITDA subiu 22,4% para 961 milhões de dirham. A base total de clientes aumentou 21,2%, face ao primeiro semestre de 2005, para 4.180 mil clientes, representando uma quota de mercado de aproximadamente 33%, com as adições líquidas no primeiro semestre de 2006 a totalizarem 146 mil.
As receitas operacionais e o EBITDA da Unitel registaram um crescimento no primeiro semestre de 2006 de 52,9% e 48,4%, respectivamente, devido ao forte crescimento da base de clientes no mercado. Estima-se que a penetração móvel em Angola deverá ascender actualmente a mais de 20%. As receitas operacionais da CTM aumentaram 9,1% no primeiro semestre de 2006.
Em Cabo Verde, as receitas operacionais e o EBITDA da CVT no primeiro semestre de 2006 aumentaram 18,1% e 23,9%, respectivamente, face a igual período do ano anterior.
Em Timor-Leste, as receitas operacionais e o EBITDA da Timor Telecom registaram no primeiro semestre de 2006 acréscimos de 25,9% e 49,8%, respectivamente, face ao primeiro semestre de 2005, essencialmente em resultado do aumento dos clientes móveis.
No segmento móvel, a Timor Telecom adicionou 4 mil novos clientes no primeiro semestre de 2006, atingindo um total de 37 mil clientes no final de Junho de 2006.
Em São Tomé e Príncipe, as receitas operacionais da CST aumentaram 25,1%, face ao primeiro semestre de 2005, para 63.407 milhões de dobras no primeiro semestre de 2006, e o EBITDA registou um acréscimo de 32,9%, para 21.413 milhões de dobras.
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