Um novo ciclo se inicia
sexta-feira, 28 de Março de 2008
Os 12 pontos que constavam da ordem de trabalhos da Assembleia-Geral foram aprovados pelos accionistas, com a maior parte das votações a apresentar percentagens superiores a 95%. Face à aprovação do dividendo proposto, e que será pago em Abril, e terminado, dentro de poucos meses, o programa de recompra de acções próprias, o CA da PT poderá afirmar que cumpriu com os compromissos assumidos com os accionistas após o desfecho da OPA
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"O ano de 2007 virou mais uma página na vida da PT com o fecho do ciclo da OPA", referiu o Presidente | “Convergência, segmentação, rejuvenescimento de quadros, cultura de proximidade ao cliente, reforço da presença internacional” são os grandes vectores anunciados para um novo ciclo que se inicia na Portugal Telecom. O anúncio foi efectuado por Henrique Granadeiro, Presidente do Grupo PT, em Assembleia-Geral realizada hoje, em Lisboa. Perante os 12 pontos previstos na ordem de trabalhos apresentados e discutidos, a aprovação foi largamente consensual.
Antes de se iniciar a discussão e deliberação dos diversos pontos da ordem de trabalhos da AG, Henrique Granadeiro afirmou que “o ano de 2007 virou mais uma página na vida da PT com o fecho do ciclo da OPA”. O Presidente do Grupo recordou a AG de dia 2 de Março de 2007 por ter sido uma das “mais concorridas da história da empresa com 66% dos accionistas presentes” e por representar o momento de rejeição da oferta da Sonaecom com uma maioria de 52%. “A PT deixou assim de estar fortemente condicionada na sua gestão e ficou desimpedida de tomar medidas fundamentais - e naturais num contexto de mudança no sector - para preparar esta empresa para o futuro na era da convergência, numa altura em que todos os grandes players europeus já caminhavam decididamente nessa direcção”, revela Henrique Granadeiro.
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Zeinal Bava e Henrique Granadeiro | O spin-off da PT Multimédia está cumprido, constituindo o “grande acto liberalizador no sector das telecomunicações”, de acordo com Henrique Granadeiro. Paralelamente, perante a aprovação do dividendo que será pago aos accionistas em Abril, a PT vê cumpridos 86% dos compromissos assumidos perante os accionistas, aquando do desfecho da OPA, “nos prazos previstos e sem ter posto em causa a solidez financeira desta empresa ou de qualquer forma ter comprometido a sua capacidade de investimento”. A percentagem sobe para os 91% aquando da finalização do programa de recompra de acções próprias, que será finalizado nos próximos meses. “Com o dividendo de 2008 concluir-se-á plenamente a totalidade do programa proposto aos accionistas e por eles aprovado na AG de Abril do ano passado”, afirma o Presidente do Grupo.
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Desempenho do negócio móvel contribui significativamente para o aumento das receitas alcançadas | No que diz respeito aos resultados de 2007, Henrique Granadeiro salientou “o bom nível de crescimento registado, apesar do aumento da pressão competitiva em todos os negócios”. As receitas consolidadas aumentaram 6,6%, atingido os 6.148 milhões de euros.
O desempenho, face ao ano transacto, foi proporcionado sobretudo pelo desempenho das unidades de negócio móvel do Grupo:
- As receitas da Vivo cresceram 17%, dado o resultado do crescimento contínuo da base de clientes e do ARPU, bem como pelo efeito do fim do sistema de interligação bill & Keep;
- As receitas da TMN cresceram 2,7% em 2007, impulsionadas pelo crescimento do número de clientes, sobretudo no segmento pós-pago, e também na internet móvel.
Ao nível da rede fixa, registou-se um decréscimo de receitas de 5,3%, devido ao impacto da contínua perda de linhas e da pressão sobre os preços das receitas de retalho, resultantes de um ambiente competitivo muito agressivo, não obstante o aumento das receitas de wholesale e soluções empresariais.
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Desempenho da PT está entre os quatro melhores da Europa quando comparado com empresas congéneres | Henrique Granadeiro informou, ainda, que o crescimento das receitas verificadas ao nível dos outros negócios resultou essencialmente da consolidação por 12 meses do operador móvel adquirido na Namíbia, em Agosto de 2006, e também dado o crescimento de receitas nas outras subsidiárias que são integralmente consolidadas. Os activos internacionais representavam, no final de 2007, 45% das receitas consolidadas do Grupo PT.
No que concerne o EBITDA, foi registado um crescimento de 5,3%. Contudo, se excluídos os efeitos extraordinários, o crescimento recorrente apresenta um valor de 6,7%. Já o resultado líquido global foi de 742 milhões de euros, o que representa um decréscimo de 14% face a 2006. Todavia, também excluídos os efeitos extraordinários, o resultado líquido apresentou um crescimento bastante expressivo de 26%.
Já no que se refere ao nível de endividamento do Grupo, a dívida líquida apresentou um aumento para 4.382 milhões de euros, justificado pelo programa de recompra de acções próprias ainda em execução. Foram registados também avanços significativos na cobertura das responsabilidades do fundo de pensões com uma redução do défice, após impostos, de 260 milhões. As responsabilidades não cobertas totalizam 960 milhões de euros enquanto que no final de 2005 totalizavam 1.911 milhões de euros.
Nos momentos finais da sua intervenção, Henrique Granadeiro referiu que “o desempenho da PT no mercado de capitais foi positivo no exercício que terminou a 31 de Dezembro, tendo registado um crescimento de capitalização bolsista de cerca de 12%, aliado a uma política de remuneração accionista agressiva”. O Presidente do Grupo reforçou ainda que o desempenho da PT “está entre os quatro melhores no conjunto das suas congéneres Europeias, e é dos três melhores do PSI20 até ao dia de hoje”.
Entre os 12 pontos submetidos a discussão e aprovação aos accionistas encontram-se os resultados do relatório de gestão, balanço, e contas relativas ao ano de 2007, a proposta de aplicação dos resultados, a redução do capital social, a ratificação da cooptação de novos membros do Conselho de Administração, entre outros. Destaque-se o desfecho de um período de gestão reconhecidamente positivo que anuncia mudanças para o ciclo que se segue.
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