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PT apresenta resultados anuais de 2007
quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008
A Portugal Telecom deu a conhecer, em conferência de imprensa, os resultados anuais relativos a 2007. Face a 2006, as receitas operacionais consolidadas aumentaram 6,6%, totalizando 6.148 milhões de euros, e o resultado operacional registou um acréscimo de 11,5% para 1.234 milhões de euros. O EBITDA menos Capex totalizou 1.457 milhões de euros, um aumento de 6,4% face a 2006

Em conferência de imprensa,
Henrique Granadeiro divulgou
os resultados do Grupo PT
relativos a 2007

 
O Fórum Telecom, em Lisboa, abriu as suas portas para um conferência de imprensa, convocada pela PT, que teve como intuito apresentar os resultados anuais relativos ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2007. Resultados que segundo Henrique Granadeiro, presidente do Grupo PT, foram muito positivos: “tivemos um crescimento de 26% nos resultados líquidos excluíndo extraordinários”.

Em 2007, e segundo os dados apresentados pelo Grupo PT (veja comunicado), as receitas operacionais consolidadas foram impulsinonadas pelo crescimento da Vivo, TMN e dos outros negócios totalizando 6.148 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 6,6% relativamente a 2006. O resultado operacional antes de amortizações (EBITDA) aumentou 5,3%, face a 2006, para 2.357 milhões de euros, o equivalente a uma margem de 38,3%. Quanto ao resultado operacional, este registou um acréscimo de 11,5%, para 1.234 milhões de euros.

Para Henrique Granadeiro “as expectativas de mercado foram mais uma vez superadas”:

  • as receitas e EBITDA tiveram um bom crescimento;
  • houve um bom desempenho de todas as operações internacionais;
  • forte geração de cash-flow;
  • sólida estrutura de clientes, apesar da remuneração accionista.

O resultado líquido de 2007 foi de 742 milhões de euros (um decréscimo de 14,4% face a 2006), devido ao aumento dos custos do programa de redução de efectivos e a medidas de

Luís Pacheco de Melo
CFO do Grupo PT
reestruturação. “Entendemos que devíamos preparar a empresa com a nova situação de mercado e concentrar os esforços da empresa num regime de rejuvenescimento, na requalificação e na adequação dos seus recursos humanos aos novos desafios de mercado decorrentes da convergência e orientado para a oferta de novos produtos”, explicou o presidente do Grupo PT.  “Durante o ano, investimos perto de 250 milhões de euros nas chamadas e-iniciativas. Em termos de formação e desenvolvimento recordo o compromisso da PT com o Programa CMU que envolve cinco milhões de euros.” Henrique Granadeiro referiu ainda a aposta nos seus colaboradores no âmbito do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação Competências e o objectivo de, em 2010, todos os colaboradores possuírem o 12º ano.

O EBITDA menos Capex totalizou 1.457 milhões de euros, um aumento de 6,4% face a 2006. Em 31 de Dezembro de 2007, a dívida líquida ascendeu a 4.382 milhões de euros, enquanto as responsabilidades não financiadas líquidas de impostos relativas a benefícios de reforma se situaram em 958 milhões de euros.

Luís Pacheco de Melo, CFO do Grupo PT, explicou com mais detalhe alguns dos resultados apresentados e salientou o “crescimento na área móvel” bem como a “desaceleração da quebra de linha” no negócio fixo.

Zeinal Bava salientou o
crescimento do negócio móvel

O vice-presidente da Portugal Telecom, Zeinal Bava, falou ainda sobre o serviço Meo da PT Comunicações. “Acho que vamos ter uma proposta competitiva. Vamos ter conteúdos diferenciadores, multi-plataforma e dar uma experiência única aos consumidores portugueses, de forma gradual. Iniciámos em 2007 o investimento no segmento espacial.” A banda larga foi outro dos assuntos referidos por Zeinal Bava visto estar “a ter um crescimento exponencial”.

“Relativamente ao negócio em Portugal, iniciámos a implementação da estratégia de convergência fixo-móvel. Estamos a preparar a nossa organização nesse sentido, já tomámos decisões estruturais e temos vindo a fazer alterações neste novo panorama que se orienta para a segmentação do mercado e para a oferta de novos produtos. A PT Portugal, que agrega as principais operações nacionais, está em marcha e em 2007 começámos a comercializar junto dos nossos clientes soluções de telecomunicações integradas de serviço fixo e móvel. Por exemplo, lançamos o ‘Office Box PME’ um produto que satisfaz todas as necessidades de telecomunicações de qualquer pequena ou média empresa. Também o SAPO começou a comercializar placas de internet móvel, um claro sinal de uma visão integrada dos negócios, independentemente da tecnologia que os suporta. A aposta no lançamento de um serviço de televisão também foi assumida. Esta nova área de negócio, na qual já estamos e vamos continuar a investir nos próximos anos, é um elemento chave para a estratégia dos negócios domésticos onde a concorrência é muito forte, e onde a Portugal Telecom vê a sua actuação comercial ser limitada por um enquadramento regulamentar assimétrico cujo único objectivo é penalizar o operador incumbente”, explicou Henrique Granadeiro.

“Somos pela desregulamentação, mas somos por uma situação de concorrência com igualdade de condições. Os operadores concorrem hoje com a PT com base em redes próprias. Todos os operadores têm redes próprias sendo que todas plataformas, hoje e sobretudo no futuro, poderão oferecer todos os serviços, na lógica da convergência. Portanto, tudo mudou no sector das telecomunicações menos a regulação”, salientou ainda o presidente durante a sua apresentação.

Principais destaques de 2007

  • Crescimento sustentado dos negócios nacionais e internacionais;
  • Crescimento de 26% nos resultados líquidos excluindo extraordinários;
  • Concretização do spin-off da PT Multimedia;
  • Melhoria significativa da posição competitiva da Vivo;
  • Implementação da convergência fixo-móvel em Portugal;
  • Aceleração das medidas de reestruturação;
  • Contínuo contributo para o desenvolvimento da Sociedade de Informação.
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