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Zeinal Bava presente na homenagem a Pedro Teixeira
quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
Zeinal Bava marcou presença no Senado Brasileiro para a homenagem ao navegador Pedro Teixeira, que no séc. XVII descobriu a Amazónia.



Entrevista à Professora Anete Ferreira, historiadora de Pedro Teixeira


Realizou-se no Senado Brasileiro uma homenagem a Pedro Teixeira, um militar e navegador que no século XVII descobriu a Amazónia e a demarcou como parte do território brasileiro e da coroa portuguesa. A PT apoiou desde o início esta homenagem contribuindo para o processo de reconhecimento nacional e internacional deste herói, até agora, desconhecido.

Zeinal Bava participou na cerimónia
de homenagem a Pedro Teixeira

“É com grande orgulho que a Portugal Telecom se associa à homenagem de reconhecimento a Pedro Teixeira, conhecido pelos índios como um homem bom e, sem dúvida, um nome maior da História de Portugal e do Brasil e cujo impacto nas gerações futuras é hoje mais evidente do que nunca”, afirma Zeinal Bava, CEO da PT.

No âmbito do enorme contributo da PT na preservação da história de vida de Pedro Teixeira, Zeinal Bava foi convidado a participar numa sessão do Senado Brasileiro, durante a qual se procedeu à homenagem do navegador, foi votado um projecto lei que inclui o nome de Pedro Teixeira no Livro dos Heróis da Pátria, localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, e discutida a futura introdução do percurso e vida de Pedro Teixeira nos manuais escolares de forma a alargar o conhecimento histórico referente à descoberta da Amazónia.

Zeinal Bava assiste à homenagem a Pedro Teixeira, em lugar de destaque, na mesa do Senado, que preside à cerimónia, juntamente com o Senador José Sarney,presidente do Senado Federal, Senador Aloizio Mercadante, líder da bancada do PT, João Moura, presidente Câmara Municipal Cantanhed, Anete Costa Ferreira, historiadora de Pedro Teixeira e General Darke Nunes de Figueiredo, chefe de estado maior do Exército brasileiro.


Ao contactar com a história deste herói desconhecido, a Portugal Telecom identificou-se com a coragem e empenho do navegador e decidiu apoiar o reconhecimento desta figura histórica. “Tem tudo a ver com os nossos valores, a primazia do conhecimento, a ousadia de desafiar o impossível e a atitude de abertura ao mundo e de multiculturalidade que estão no epicentro da nossa actuação onde quer que nos encontremos”, explica Zeinal Bava, presidente executivo da PT.

A partir deste momento a empresa disponibilizou recursos para viabilizar a recuperação da memória fragmentada do percurso do navegador, tendo para tal constituído uma equipa de investigadores e historiadores que organizou a pesquisa de um vastíssimo trabalho de recolha do acervo de informação.

Mas mais do que preservar uma história, a PT considera importante que se projecte a figura do navegador e o seu exemplo nas gerações futuras, nomeadamente nas escolas. Deste paradigma nasce o Prémio Pedro Teixeira para jovens dos 12 aos 18 anos de escolas em Portugal e no Brasil que vai incentivar e premiar trabalhos sobre esta figura histórica.

Os vencedores deste prémio, autores dos melhores trabalhos sobre Pedro Teixeira vão ter a oportunidade de conhecer um pouco mais desta história. A equipa vencedora do Brasil vem visitar Portugal, Cantanhede, onde poderá conhecer melhor os primeiros 30 anos da vida do navegador, e da equipa portuguesa vai viajar até à Amazónia, onde entenderá a grande dimensão dos seus feitos, realizados na segunda metade da sua vida.

A par do Prémio, a PT desenvolveu o site Pedro Teixeira, onde se podem encontrar os conteúdos recolhidos na fase de pesquisa, trabalhos produzidos pela comunidade científica e os trabalhos desenvolvidos no âmbito do Prémio. Este site vai permitir o acesso, em todo o mundo, à história de Pedro Teixeira.

Mais sobre Pedro Teixeira

Oriundo de Cantanhede, Coimbra, este militar português destacou-se pela luta contra os franceses, ingleses e holandeses que ameaçavam o domínio português no Baixo Amazonas, Brasil. Participou, ainda, como alferes na fundação de Belém do Pará, que abriu as portas do Rio Amazonas para os portugueses, e construiu, com o auxílio de índios tupinambás, uma estrada para ligar Belém ao Maranhão.

Mas o que deu grande vulto histórico a Pedro Teixeira foi a sua expedição pelo Amazonas. Com 47 grandes canoas, 70 soldados e 1.200 índios flecheiros, a expedição de Pedro Teixeira partiu de Gurupá, perto de Belém, em Outubro de 1637, subiu os rios Amazonas e Negro e chegou à cidade de Quito, actual capital do Equador. A 12 de Dezembro de 1639 a expedição chegava ao fim com a sua chegada ao porto de Belém.

Os objectivos desta exploração foram tomar posse das terras em nome de Portugal e estabelecer Belém como rota de escoamento das mercadorias que saíam do Peru para a Espanha pelo Pacífico. Embora na altura a Península Ibérica estivesse unida sob uma só coroa, as administrações portuguesa e espanhola funcionavam autonomamente e Pedro Teixeira fazia questão de tomar posse das terras em nome de Portugal.

 

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