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“Temos a ambição de ser uma empresa grande” 
terça-feira, 29 de Junho de 2010
Um dia antes da realização da assembleia-geral que decidirá o futuro da PT na Vivo, o tema voltou a estar em destaque no IX Fórum Telecom e Media do Diário Económico.

Na véspera da assembleia-geral que decidirá o futuro da PT na Vivo, Zeinal Bava salientou que a lei portuguesa se cumpriu ao ter sido assinalado "fora de jogo" pela CMVM à Telefónica. O órgão regulador rejeitou a transferência de votos relativos à venda de 8% da participação da Telefónica na PT.

 "A PT fez o trabalho que tinha que fazer (...), conseguiu garantir unanimidade no Conselho num processo muito complexo."

"A PT fez o trabalho que tinha que fazer. A PT conseguiu garantir unanimidade no Conselho num processo muito complexo (...) também conseguiu garantir que houvesse uma forte mobilização dos seus trabalhadores", revelou o presidente no final do IX Fórum Telecom e Media. Amanhã os accionistas irão deliberar e Zeinal Bava considera que todos devem honrar a decisão dos accionistas.

No Fórum, o presidente executivo sublinhou a importância da expansão internacional para a PT. “Temos a ambição de ser uma empresa grande”, diz Zeinal Bava. Para isso um dos cinco objectivos estratégicos passa por alcançar 2/3 das receitas fora de Portugal. É precisamente neste âmbito que a Vivo se assume como um pilar importante de desenvolvimento da PT. Sendo o tripé África, Brasil e Portugal aquele em que a operadora portuguesa vai continuar a actuar. Justifica-se, portanto, que crescimento e escala se assumam como dois factores críticos de sucesso.

As impressões digitais da PT estão na Vivo, voltou a referir o presidente executivo, que destacou a transformação tecnológica implementada naquela empresa com 25 milhões de clientes a usufruírem dos serviços paralelamente.

Mas o discurso de Zeinal Bava no IX Fórum Telecom e Media foi mais abrangente. O presidente executivo partilhou a visão da empresa em relação ao sector das telecomunicações, partilhou o posicionamento e estratégias da PT. Os investimentos no Meo e na Fibra, a aposta na Banda Larga Móvel, na Inovação e nas parcerias foram temas também abordados.

 
“Não precisamos de grande regulação”
“As novas fronteiras das telecomunicações” levaram Zeinal Bava a salientar que hoje “já não falamos no fixo e no móvel”. Porquê? “Do nosso ponto de vista o cliente exige convergência”, em termos de voz, vídeo e internet, completa o presidente executivo.

Uma tendência que será acompanhada pela adaptação dos serviços a cada um dos equipamentos. Neste sentido, Zeinal Bava sublinha que é “fundamental colocar o cliente no centro de gravidade” e é nesse sentido que a regulação deve também olhar para o mercado, adianta. Neste contexto, acrescenta: “Não precisamos de grande regulação. O mercado é muito competitivo”. E após o pedido de menor regulação para o sector, o presidente deixou um apelo: “Deixem-nos trabalhar, por favor”.

Com a emergência de um novo paradigma no sector das telecomunicações, a PT assenta o seu posicionamento em dois vectores chave – tecnologia e inovação – enquanto a estratégia é baseada na inovação e na execução operacional, revela o presidente executivo.




Meo: um exemplo de transformação
O Meo esteve também em particular destaque no discurso de Zeinal Bava, ao ter sido identificado como um exemplo de transformação, que exigiu alterações profundas, que passaram nomeadamente pelo facto de a empresa passar a necessitar de trabalhar sete dias por semana.

 “Temos encontro marcado com a liderança na TV no final de 2011.”

Saliente-se que “a PT é a única empresa de fixo na Europa que está a crescer”, afirmou Zeinal Bava, mas o desafio que realmente motiva a operadora é que o sector das telecomunicações pese mais no Produto Interno Bruto Português e que dos actuais 3,6% passe para um peso de 4 a 6% do PIB.

Mas falar do crescimento da operadora no fixo implica que se fale também em conteúdos de televisão. A temática voltou a estar em foco no discurso de Zeinal Bava que voltou a aludir às limitações na negociação de conteúdos e a criticar o regulador.

Fibra: o melhor investimento
Para Zeinal Bava o melhor investimento que a PT fez foi na fibra. Um investimento que permite que Zeinal Bava afirme: “Temos encontro marcado com a liderança na TV no final de 2011”, sendo a PT mais ou menos competitiva em termos de conteúdos.

No que diz respeito à fibra, o presidente executivo reafirmou a discordância relativamente a um modelo de partilha do investimento numa rede de fibra óptica única em Portugal. E a evidência não se fez esperar. De acordo com Zeinal Bava se o investimento tivesse sido partilhado, Portugal não estaria hoje no topo da implementação da fibra na Europa.

Inovação e Parcerias
Continua-se a falar de investimento, tanto em inovação como em parcerias. A aposta em inovação na PT não é nova, não só através da PT Inovação, mas de uma forma transversal na empresa.

Novo também não é o intuito de reforço de criação de um ecossistema de parcerias, locais e internacionais, com o objectivo de criar valor para os clientes e accionistas. É nesta linha de pensamento que se situa a PT e  não naquela em que se inserem empresas que tudo compram e tudo vendem em prol do crescimento, esclarece Zeinal Bava.

Miguel Almeida, CEO Optimus, Zeinal Bava, presidente executivo da PT, António Costa, director do Diário Económico, Rodrigo Costa, presidente executivo da ZON, e António Coimbra, presidente executivo da Vodafone Portugal, participaram no painel "As Novas Fronteiras das Telecomunicações" no IX Fórum Telecom e Media

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