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Zeinal Bava agradeceu aos portugueses que escolheram o serviço Meo |
Em conferência de imprensa, o presidente executivo da PT realçou alguns dos resultados positivos obtidos num ano que foi novamente assinalado por um enquadramento económico desafiante. Aceda ao comunicado (pdf)
No dia da apresentação formal de resultados anuais da PT, Zeinal Bava destacou três importantes marcos que assinalaram a semana: o fecho da aquisição da GPTI; a celebração dos três anos de OPA; e a “decisão histórica” do Tribunal de Comércio de Lisboa que anulou a multa imposta pela Autoridade da Concorrência, em 2007. O CEO relembrou que “a PT não descriminou nem descrimina nenhum dos concorrentes” e que existem alternativas às infra-estruturas da empresa.
Relativamente aos resultados de 2009, Zeinal Bava apresentou um conjunto robusto de resultados financeiros e remuneração accionista atractiva. As receitas operacionais consolidadas apresentaram um aumento de 0,9%, face a 2008, alcançando os 6.785 milhões de euros e o EBITDA registou também um aumento de 0,9%, para os 2.502 milhões de euros. De salientar que, excluindo os efeitos da consolidação da Telemig, da redução nas tarifas de terminação móvel e assumindo uma taxa de câmbio constante, as receitas operacionais consolidadas e o EBITDA teriam crescido, 2,3% e 2%, respectivamente.
O resultado líquido ascendeu a 684 milhões de euros sendo que no 4º trimestre aumentou 119%, para os 312 milhões de euros. O resultado operacional ascendeu a 975 milhões de euros e o free cash flow registou 869 milhões de euros, acima dos 217 milhões de euros realizados em 2008.
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Luís Pacheco de Melo, CFO da PT, detalhou o desempenho financeiro da empresa |
O Capex aumentou 2,1%, apresentando 1.268 milhões de euros, em resultado do investimento na expansão da rede de fibra óptica e do serviço de TV por subscrição em Portugal e dos investimentos em 3G e 3,5 G no Brasil.
Luís Pacheco de Melo, CFO da PT, destacou a forte posição de liquidez em caixa, pelo que a empresa não terá que fazer financiamento até 2012. Em 31 de Dezembro de 2009, a dívida líquida consolidada registou um decréscimo de 43 milhões de euros e o total das responsabilidades não financiadas brutas apresentou uma diminuição de 342 milhões de euros, para 1.467 milhões de euros.
O desempenho operacional da PT em 2009
De acordo com Zeinal Bava, em 2009, houve um crescimento das receitas de fixo sendo que, no último trimestre de 2009, houve um aumento de 1,3%, consequência do desempenho das receitas de retalho, que aumentaram 3,9% face a 2008. A melhoria no comportamento das receitas de retalho é explicada pela forte aceitação dos serviços de TV por subscrição Meo, banda larga pós-paga e, também, pela desaceleração da perda de linhas.
No que respeita ao segmento móvel, as receitas de serviço diminuíram 4,7% no 4º trimestre de 2009, face a igual período de 2008, em consequência das condições económicas e apesar do crescimento do número de clientes pós-pagos e a maior contribuição dos serviços de dados. Em resultado do impacto de menores receitas de clientes, de cortes nas tarifas de terminação móvel, de menores receitas de roaming e vendas de equipamentos, as receitas operacionais da TMN caíram 7%.
Destaque para a contribuição dos activos internacionais para as receitas operacionais e para o EBITDA que foi de 51,5% e 44%, respectivamente. “A PT, pela primeira vez na sua história passa a fasquia dos 50%”, confessa Zeinal Bava, e caminha para alcançar um dos seus objectivos estratégicos – obter 2/3 de receitas do negócio internacional.
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“Trimestre após trimestre, a PT tem aumentado a sua intensidade no mercado e ganho quota de mercado”. Em 2009, houve um “forte crescimento em termos de clientes”. A Portugal Telecom fechou o ano com cerca de 72 milhões de clientes, o que representa mais 15% que no ano anterior. Ao nível da rede fixa - Meo e Banda Larga – os clientes cresceram 8,4% e os clientes do negócio móvel aumentaram 4,6%, superando os sete milhões de clientes, fruto do crescimento da banda larga móvel. Ao nível internacional, “todas as operações internacionais cresceram”. Em 2009, os clientes do mercado brasileiro aumentaram 15,1%, para cerca de 52 milhões de clientes, e em África houve um crescimento de 26%.
A aposta no Meo e na fibra óptica
“Começámos do zero”, declarou Zeinal Bava em relação ao serviço Meo. Cerca de 21 meses após o lançamento comercial, a PT possui 23% da quota de mercado na televisão, o que significa uma média de 1,1% por mês. O Meo revolucionou e continua revolucionar a forma de ver televisão. Segundo o CEO, o Meo@ pc “é a cristalização de um sonho” que a empresa tinha desde 1999. “Somos a maior plataforma de distribuição de conteúdos do nosso país.” Hoje, os clientes podem aceder aos conteúdos Meo através do telemóvel, internet e televisão.
“Este foi um dos anos em que a PT mais investiu”, afirmou o presidente executivo da PT. A empresa investiu 745 milhões de euros e parte importante deste investimento recai na nova rede de fibra óptica. Actualmente, Portugal é um dos países mais desenvolvidos do mundo em termos de penetração de fibra e, para tal, tem contribuído a PT que já possui 965 mil casas com fibra óptica. Zeinal Bava acredita na vantagem estrutural desta nova rede e reforça que “vai aumentar a competitividade do mercado e oferecer mais e melhores serviços”. Quanto ao investimento, em 2010, é para continuar.