A PT Multimedia vai contribuir com 25 milhões de euros para o Fundo de Investimento para o Cinema e Audiovisual português. A empresa do Grupo PT dá assim a segunda maior contribuição para este Fundo, cujo total será de 83 milhões de euros, a realizar ao longo dos primeiros cinco anos.
Zeinal Bava, presidente executivo da PT Multimedia, afirmou que “fomos os primeiros a aderir a este projecto, apresentado em 2004, vamos investir 25 milhões de euros e queremos que, acima de tudo, o Fundo leve mais espectadores às salas de cinema. Acredito que este investimento é da maior importância para o desenvolvimento da produção e indústria cinematográfica e audiovisual em Portugal. Espero que todas as produtoras e realizadores vejam neste Fundo uma excelente oportunidade para fazer mais e melhor cinema português”. Zeinal Bava acrescentou ainda que “este Fundo tem de ser gerido numa lógica de mercado, financiando obras que apresentem potencial sucesso comercial, de forma a gerar retorno para o próprio Fundo e, em consequência, criar disponibilidades para novos investimentos”.
 |
|
O Fundo de Investimento para o Cinema e Audiovisual português conta com a participação de várias entidades públicas e privadas |
“As características deste Fundo e o conceito que o define é uma solução bastante inovadora a nível europeu e pode ser o pontapé de saída para levar o cinema português a reaproximar-se do público. Esta data pode ser considerada como um momento histórico para o cinema português”, realçou Antunes João, administrador delegado da PT Conteúdos.
O Fundo de Investimento para o Cinema e Audiovisual português
Anunciado há três anos, o Fundo de Investimento para o Cinema e Audiovisual português, foi ontem assinado por várias entidades públicas e privadas no Palácio Foz, em Lisboa. A Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, participou nesta cerimónia e considerou o momento como o início de uma nova era para o cinema e audiovisual em Portugal.
O Fundo surge como um instrumento de política de fomento e desenvolvimento do sector audiovisual por um conjunto de entidades públicas e privadas e com a participação do Estado. Inicialmente previsto na Lei do Cinema de 2004, foi posteriormente definido e regulamentado a partir de uma análise do sector em Portugal e do potencial de desenvolvimento desta indústria criativa.
Este Fundo, que tem um prazo inicial de sete anos, destina-se a investir em PMEs do sector e em obras para televisão (documentários de criação, séries de ficção, animação e documentais ou ainda telefilmes ou filmes de animação), obras cinematográficas (ficção, animação ou documentário de longa metragem) e obras concebidas desde raiz para exploração em diversos suportes, incluindo new media (obras multiplataforma).