As propostas apresentadas reflectem uma estratégia convergente de oferta televisiva, iniciada com os produtos Meo, e que agora se reforça com a abrangência dos concursos a que a PT concorreu. Foram apresentadas licenças para o concurso Multiplexer (Mux) A - transmissão de canais em sinal aberto e Multiplexer (Mux) B a F – canais em regime de subscrição.
As propostas apresentadas reforçam o seu compromisso com o desígnio da TDT, nomeadamente:
- Cobertura abrangente de todo o território nacional (100% da população, com 87% por TDT e 13% via DTH; 17% da população com cobertura in-house, cerca de 1.7 milhões de portugueses);
- Implementação acelerada da rede, atingindo cobertura máxima significativamente antes do limite estabelecido (12 meses no Mux A e 18 meses nos Muxes B a F);
- Disponibilização comercial em Abril de 2009;
- Qualidade e profundidade da oferta de televisão (pacotes base até 49 canais, incluindo 3 canais HD, 3 canais Premium e 1 pay-per-perview), não só tirando partido dos acordos que PT já tem com distribuidores para as suas outras plataformas, mas também lançando novos canais temáticos;
- Características técnicas diferenciadoras, como por exemplo:
– Disponibilização de funcionalidades de TV avançadas, como Full EPG/Guia TV, Teletexto digital, áudio descrição e legendagem para pessoas com necessidades especiais, na oferta gratuita. Na oferta pay-tv, será disponibilizado video-on-demand, pay-per-view, pausa tv e gravação;
– Três canais de alta definição na oferta pay-tv e um canal de alta definição, a ser disponibilizado na oferta gratuita, que terá emissão em simultâneo com um dos canais de definição standard;
- Incentivo à massificação da TDT:
– Criação de um fórum de convergência nacional, em colaboração com outras entidades envolvidas no processo, visando a promoção da TDT;
– Aproveitamento da extensa e abrangente rede de distribuição da Portugal Telecom, bem como de restantes recursos e capacidade de mobilização da empresa;
- Subsidiação de equipamentos de recepção, para famílias com rendimentos mais baixos e cidadãos com necessidades especiais, assim como instituições de carácter social, garantindo que todos os portugueses têm efectivamente televisão digital em sua casa. Ninguém poderá ficar de fora.
O que ganham os portugueses com a TDT?
Acima de tudo os portugueses vão beneficiar de uma melhor experiência de televisão: televisão digital para todos, mesmo para aqueles que vivem em zonas fora dos grandes centros populacionais ou que, por questões de rendimento, não podem aderir às actuais ofertas de televisão por subscrição.
• A TDT permite a disponibilização de mais canais gratuitos, ao disponibilizar um 5º canal nacional e um canal em alta-definição;
• A possibilidade de incluir um número maior de canais, bem como a separação, inerente à tecnologia, entre as transmissões destinadas a diferentes áreas geográficas, facilita a criação de canais de âmbito regional;
• A qualidade de som e imagem da emissão em TDT é muito superior à da actual emissão analógica, fruto sobretudo da natureza digital do sinal;
• A TDT permite funcionalidades avançadas de utilização da televisão, como sejam guias electrónicos da programação (EPG), serviços avançados de informação, ou acesso a filmes e outros conteúdos não constantes da programação propriamente dita (Pay-per-view);
• O TDT pode também conduzir uma melhoria significativa da experiência televisiva de pessoas com necessidades especiais, ao permitir adicionar aos conteúdos transmitidos legendas em português (p.ex., para deficientes auditivos), bem como serviço de áudio-descrição (p.ex., para a população iletrada e para pessoas com deficiências visuais graves)
O que é a TDT?
A TDT – televisão digital terrestre - é uma nova tecnologia de teledifusão terrestre (através de antenas) em sinal digital que irá substituir a actual teledifusão analógica terrestre (televisão “tradicional”). Este sinal digital permite a emissão de vários canais em simultâneo numa mesma frequência, anteriormente reservada para um único canal, permitindo a utilização de maior número de frequências no mesmo intervalo de espectro electromagnético.
A TDT permite uma utilização mais eficiente do espectro electromagnético, razão pela qual a Comissão Europeia determinou que fosse introduzida em todos os países da União esta tecnologia, estabelecendo um prazo (até 2012) para o switch-off – desligamento - da actual transmissão analógica, tendo como objectivo a utilização do espectro libertado para outros serviços de comunicações, como por exemplo Mobile TV e Pay-TV.